Sem poder contar com o Baenão há quase três anos, o Clube do Remo tem mandado os seus jogos no Mangueirão. Apesar de não ser a mesma coisa do que o Evandro Almeida, principalmente pela atmosfera envolvida, os azulinos já se sentem praticamente em casa jogando no Olímpico. Contra o Independente, o Leão precisará mostrar, mais uma vez, que manda no estádio para reverter a desvantagem diante do Galo e alcançar a vaga na final do Campeonato Paraense.

O atacante Jayme afirma que jogar no Mangueirão é bem diferente de atuar no Baenão. Entretanto, como o Remo já vem utilizando há bastante tempo o estádio estadual, os azulinos já estão acostumados a jogar lá. “O Mangueirão é nossa casa. O Baenão, infelizmente, não está podendo ser utilizado. A torcida vai nos apoiar, tenho certeza disso, já estamos adaptados ali”, afirma o azulino. Apesar disso, Jayme não esconde que, se fosse no Evandro Almeida, a atmosfera do jogo seria diferente. “No Baenão, sem dúvida nenhuma, a pressão é maior. Se estivesse liberado, seria muito bem utilizado por nós. A torcida ia pressionar o adversário, junto com a gente, por um só objetivo, que seria a vitória”, comenta o atacante do Clube do Remo.

E o Leão tem tido um bom retrospecto no Mangueirão. Os azulinos estão há 17 jogos invictos no estádio. A última derrota aconteceu na Terceirona do ano passado, para o ASA-AL, por 1 a 0. De lá para cá, foram 11 vitórias e 6 empates. Os remistas querem usar este fator casa para virar o jogo contra o time de Tucuruí. “Estamos jogando em casa e não perdemos lá há um bom tempo. É chegar domingo e se doar ao máximo para tentar sair com a vitória. E não é qualquer vitória, vamos correr atrás do resultado, porque temos de fazer três gols”, destaca o polivalente Tsunami.

Para ganhar, vale até apelar para o mistério

Para vencer o Independente por três gols de diferença e garantir a classificação para as finais, o treinador Josué Teixeira comandou, na tarde de ontem, um treino secreto no Baenão, com os portões fechados, para imprensa e torcida. O objetivo dos azulinos é evitar que informações vazem e também para treinar jogadas ensaiadas para surpreender o Galo, principalmente nas bolas paradas.

Mas, afinal, qual a vantagem de fazer um treino secreto? O atacante Jayme responde. “Como vai ser um jogo difícil, tudo o que a gente puder fazer para chegar no domingo e fazer um bom jogo é bem proveitoso. É uma opção da comissão técnica, que vai ver a melhor forma para jogarmos contra o Independente”, afirma.

O remista ressalta que a presença da imprensa, mas principalmente a do torcedor azulino, que não vem acompanhando os treinamentos ao longo desta semana decisiva, não atrapalham em nada no trabalho. Porém, ele respeita a decisão que foi tomada. “Se a torcida vir aqui para nos ajudar, é sempre bem-vinda. Um apoio, ainda mais nessas horas assim, por mim, não teria problema nenhum”, destaca o atacante.

Além do treinamento de ontem, na sexta-feira, o técnico Josué Teixeira comanda mais um trabalho secreto. Porém, hoje, o Remo volta a abrir os portões em mais um treino em preparação para o jogo de domingo, às 16h, contra o Independente, no Mangueirão.

(Café Pinheiro/Diário do Pará)