Índia Yrapoti Maciel ao lado dos defensores. (Foto: Marcelo Loureiro)

A índia, parteira obstetra e mulher transgênero Yrapoti Maciel, de 52 anos, passou a usar o nome social durante um processo que tramita no Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap). Ela afirma sentir-se constrangida ao ser chamada de “Raimundo”, nome que consta na identidade oficial. A conquista, segundo a índia, representa respeito pelas pessoas que se identificam com o sexo oposto.

“Eu nasci uma mulher, bonita e maravilhosa. Me chamar pelo nome que está na identidade não dá. Você nem imagina eu sendo uma mulher tendo que ser chamada com nome de homem. É dolorido e uma tortura psicológica. Consegui com luta e teimosia fazer com que as pessoas me respeitassem e me vissem como ser humano”, afirmou.


A adoção do nome social teria partido da juíza que acompanha o caso da índia. A iniciativa teve apoio da defensora pública que também acompanha o processo. A atitude foi autorizada pelo judiciário. O processo em curso é sobre a reintegração de posse de uma área na capital que seria da índia.

A índia afirmou que, após encerrar o processo judicial de reintegração de posse, vai iniciar o processo para alterar o prenome que consta na documentação oficial dela, para o nome que sempre se identificou: Yrapoti das Neves Santos Maciel.

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