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Gigghia, carrasco do Brasil em 1950, já responde estímulo de familiares

24/06/2012 17:37:47

Campinas, SP, 24 (AFI) - O ex-jogador uruguaio e carrasco brasileiro na Copa de 1950, Ghiggia, segue apresentando melhoras no quadro clínico depois do grave acidente sofrido no último dia 13, em Montividéu. Em constante evolução, ele já responde perguntas dos familiares.

"Ele ainda não recuperou totalmente a consciência, mas vem evoluindo. Perguntamos a ele se está sentindo dores e ele respondeu com movimentos com a cabeça", afirmou o filho do ex-jogador, Arcadio Ghiggia.

Com 85 anos, a lenda continua internado em estado grave na UTI de um hospital em Montevidéu. Ele ainda respira com ajuda de aparelhos, mas os médicos retiraram parte da medicação que o mantinham em coma induzido.

Ghiggia foi hospitalizado depois da colisão entre um carro e um caminhão. Ele teve lesões na cabeça, tórax e cintura. Ele é o único atleta vivo da última conquista uruguaia.

Carreira...
Ghiggia começou a carreira no pequeno Atlante, em 1946, transeferindo-se para o Sud América, time de mais expressão na época, no ano seguinte. a grande chance na carreira se deu em 1948, quando foi ocntratado por um dos grandes times do Uruguai, o Peñarol.

No Peñarol faturou o campeonato uruguaio em 1949, o que fez com que seis jogadores da equipe compusessem a base da Seleção Uruguaia na Copa do Mundo de 1950: Roque Máspoli, Obdulio Varela, Juan Alberto Schiaffino, Óscar Míguez, Ernesto Vidal e ele. Destes, apenas Vidal não participaria da partida decisiva contra o Brasil, devido a uma lesão, cedendo lugar a Rubén Morán.

Ghiggia venceu ainda os campeonatos uruguaios em 1951 e 1953. Seu "currículo" chamou a atenção da Roma, que lhe contratou ainda em 1953. Ghiggia ficaria oito anos no clube da capital, mas apenas em sua última temporada conseguiu um título: a Taça das Cidades com Feiras, precursora da Copa da UEFA. Curiosamente, foi a única temporada em que atuou na Roma ao lado de seu ex-colega de Peñarol e Seleção Uruguaia Schiaffino: foi vendido ao Milan, onde Schiaffino se destacara.

No clube rossonero, Ghiggia foi finalmente campeão italiano, mas atuou apenas quatro vezes na campanha e não marcou. Sem espaço, retornou a Montevidéu como jogador do Danubio. Jogou neste clube até aposentar-se em 1968, aos 42 anos de idade.

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