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Rio de Janeiro, RJ, 29 (AFI) – A imprensa e os torcedores brasileiros vibraram quando Ricardo Teixeira renunciou ao cargo de presidente da CBF. No entanto, engana-se quem pensa que o cartola passa por maus bocados. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o ex-mandatário continua recebendo salários superiores a R$ 100 mensais da entidade.
Teixeira renunciou à presidência, no último mês de março. Apesar disso, continuou a receber “mimo” do novo presidente José Maria Marin. Conforme borderô da CBF, no dia 30 de março, o ex-presidente recebeu R$ 105 mil. Em abril, a quantia foi de R$ 120 mil. Em maio, houve novo pagamento, mas as cifras não foram descobertas.
O fato curioso é que o novo “salário” de Teixeira é maior do que seus vencimentos, quando ainda presidia a entidade máxima do futebol brasileiro. Antes, ele recebia R$ 98 mil mensais. Pelo visto, a vida do cartola no “palacete acarpetado”, em Miami, anda melhor do que na época em que tinha de ouvir as críticas da imprensa.
Marin, contudo, não deu um aumento apenas para seu antecessor. O salário do novo mandatário também não é nada ruim. Agora, o presidente recebe R$ 160 mil mensais, nada menos que 257 vezes superior ao salário mínimo. O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, aclamado vice-presidente nesta sexta, ganha R$ 130 mil por mês.
Apesar das altas cifras investidas na cúpula da CBF, o futebol brasileiro continua jogado em segundo plano, quando o assunto é organização. O calendário continua inchado, os clubes continuam com pouco tempo de pré-temporada, a violência e o alto preço dos ingressos continua a afastar os torcedores, e por aí vai.
Enquanto isso, os supostos crimes cometidos por Ricardo Teixeira, após 23 anos à frente da CBF, continuam sendo investigados pela Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Entre as principais acusações contra o cartola estão recebimento de propina, desvio de dinheiro e evasão de divisas.
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