A última vez que o Clube do Remo respirou aliviado certamente foi em 2005. Vindo de uma temporada 100% em 2004, no ano seguinte o time comandando por Roberval Davino conseguiu o tão sonhado título da Série C. E, buscando na memória algumas lembranças, pelo menos nos últimos 10 anos – exceto em 2015 -, o torcedor azulino não respira aliviado faz um tempo. Em um passado recente, calejado e de muitas lutas, o Leão tenta ressurgir nas quatro linhas.

Elenco do título de 2005 (Foto: Mário Quadros)

RELEMBRE

Em 2005, o time do irreverente Landu, foi até Novo Hamburgo (RS) fazer a partida final da Série C. Em um jogo difícil, decidido no segundo tempo, o Remo fechou o placar em 2 a 1. Completando 100 anos de fundação, o time azulino fez bonito para a Fenômeno Azul.

Na Série B, o Leão fez um primeiro turno desastroso, mas se livrou do rebaixamento em 2006. Um dos responsáveis por este feito é Alex Oliveira. O atacante chegou em Belém quando o Leão já era dado como rebaixado na disputa, porém após 16 partidas com a camisa azulina e somando 10 gols marcados, Alex se tornou o protagonista desta campanha. Em 2007, a sorte não estava ao lado do Remo, e o rebaixamento veio. A decadência do time nas quatro linhas foi iniciada.


Eliminado na segunda fase da Série C e ocupando a 28ª colocação na classificação geral, o Clube do Remo caiu mais uma vez em 2008. A regra era: conquistar uma vaga na recém-criada Série D. Tudo ia depender do Parazão, e o time precisava mais do que nunca fazer bem no Estadual, porém as atuações foram pífias.

Em 2009, o Remo não conseguiu se classificar para a Quarta Divisão e, no ano seguinte, a conquista da vaga só veio porque o time azulino ficou em terceiro colocado do Parazão. Na Série D, a eliminação veio nas oitavas-de-final pelo Vila Aurora-MT.

Na temporada 2011, mais uma peleja: o Remo ficou sem série. O Independente foi campeão do Parazão e arrematou a vaga. Em 2012, o time azulino também caiu para uma equipe do interior, e o Cametá ficou com o título paraense e a vaga na Série D, mas desistiu da disputa e cedeu ao Remo. Não adiantou e, mais uma vez, o time parou nas oitavas, dessa vez para o Mixto-MT.

Em 2013, o Leão ficou sem série novamente, já que o Paragominas foi vice-campeão do Estadual e assumiu a vaga paraense na Série D.

No ano seguinte, a diretoria azulina investiu pesado no time e trouxe Roberto Fernandes para comandar a equipe e assinalar de vez esse acesso para a Série C. Adivinhem! Remo eliminado dentro de casa nas oitavas pelo Brasiliense-DF. Em 2014 foi o ano da travessia de Eduardo Ramos. Ele chegou ao clube como o Camisa 33 e salvador da pátria, mas não foi bem isso que se viu.

Após tantos investimentos, o Leão poupou para 2015. Zé Teodoro deixou o time em março e um velho conhecido do futebol paraense, Cacaio, assumiu. Na Série D, dividia o grupo com Nacional-AM, Rio Branco-AC, Vilhena-RO e Náutico-RR, e se tornou líder na primeira fase da disputa. Já no primeiro, o Palmas-TO foi eliminado pelo Remo e, na fase seguinte, o tão sonhado acesso veio contra o Operário-PR, aos olhos de um Mangueirão lotado.

Comemoração da vaga conquistada para a Série C (Foto: Mário Quadros)

Em um passado recente, nas temporadas 2016 e 2017, o Clube do Remo parou na primeira fase da Série C. Mas o que falta para o Leão fazer uma campanha ascendente? Essa é a pior temporada azulina?

A gestão do clube precisa avaliar os problemas internos para não refletir dentro de campo. A outra questão é: investir ou não nos atletas locais?

(Bruna Dias/DOL)

2 COMENTÁRIOS

  1. De 2007 até hoje, nunca houve um planejamento a longo ou médio prazo, cerca de 3 ou 5 anos, se nesse período obscuro 2007- 2017, tivessem se preocupado em sanar e estruturar o Clube ao invés de buscar soluções paliativás, hoje o Remo estaria com suas contas em dia, um CT se treinamento, Baenão funcionando e revitalizado, e um plantel de qualidade, criado na base e com alguns bons jogadores de fora da região. Só assim poderemos pensar em série B e quem sabe até série A.

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