Os prejuízos da eliminação na Copa do Brasil para o Clube do Remo são inúmeros, sobretudo no fator financeiro. Para se ter uma ideia, a derrota custou mais de R$ 1 milhão aos cofres da agremiação, entre cota e bilheteria. Entretanto, para o grupo azulino, nem tudo foi desperdício. Ao final do jogo, os jogadores enalteceram a postura e a entrega da equipe em campo, diante de um clube que integra a elite do Brasileirão.

De acordo com o atacante Felipe Marques, autor do único gol azulino, a partida servirá com um divisor de águas. “Ficamos tristes, né? Mas ao mesmo tempo saímos de cabeça erguida. Nosso time jogou bem, criamos, chutamos, mas não podemos esquecer que enfrentamos uma equipe poderosa. Jogamos de igual contra um grande, e viram que somos grandes também. Nosso time vem evoluindo e acredito muito que vamos jogar assim agora”, pontuou o atacante.

Assim como Felipe Marques, Esquerdinha foi outro destaque no duelo. Ajudando na transição, o lateral-esquerdo ponderou que, acima de tudo, é preciso reconhecer a produtividade. “Estamos de parabéns. Queríamos a vitória, Deus sabe disso. Mas não era nossa hora. Lutamos muito, mas pecamos nas finalizações. Sei que o torcedor vai ficar chateado, mas eles puderam ver que a gente fez de tudo e não nos entregamos. Vamos continuar evoluindo e dar a resposta no Estadual para eles”, explicou Esquerdinha.


ANÁLISE DO TÉCNICO

– Os mais de 15 mil torcedores presentes no estádio Mangueirão, na noite de ontem, embora frustrados com mais uma eliminação do Clube do Remo na temporada, aplaudiram a equipe após um bom desenvolvimento do time frente ao Internacional-RS. A atitude da torcida não passou batida e, conforme o treinador Ney da Matta, o mais doído, no fim das contas, foi não poder levar a classificação para o Fenômeno Azul. “O que corta o coração da gente é enxergar todo o apoio do torcedor, e presentear com vaga. Eles têm sido fundamentais para essa nossa evolução. Fico triste porque eles merecem títulos e não me permito que não tenham isso.”

– Em avaliação pós-jogo, Ney da Matta destacou a melhora no conjunto azulino, principalmente no controle de bola. Porém, voltou a apontar o arremate final como o grande empecilho dos jogadores na busca pelo resultado positivo. “Estamos melhorando. A gente fica chateado porque a bola não entra. Um jogo difícil, rival difícil, treinador inteligente. O que corta o coração da gente é fazer gol e tomar um de forma irresponsável. Ganharam pela qualidade, mas pegamos gol por descuido e relaxamento. Vamos ver o que vai acontecer daqui pra frente. Eu vejo que a gente está crescendo, evoluindo. Os ventos vão virar para cá, não tem como dar errado”, desabafou.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)

1 COMENTÁRIO

  1. Podem começar o planejamento para 2019! 2018? Já era!!!! Só uma explicação, pq quem veste a camisa do remo desaprende a jogar futebol? Quando saem, se desenvolvem e viram vitoriosos em outros clubes?

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