Com o Estadual “enxuto”, com um número reduzido de jogos e a Série C do Brasileiro batendo à porta, a diretoria do Paysandu age nos bastidores, sondando jogadores que poderão, dependendo das negociações, defender o time na competição nacional. A disputa começa daqui a menos de dois meses (50 dias), deixando os clubes participantes com pouco tempo para agir na montagem de seus elencos, que devem sofrer alterações em relação aos que participam dos Estaduais.

No Paysandu, a expectativa é de que o clube parta para a aquisição de três a cinco novos atletas. A eventual chegada desses profissionais, provavelmente implicará no afastamento de alguns daqueles que fazem parte do atual grupo bicolor. A diretoria, como de costume, não trata publicamente do assunto neste momento. A alegação é de que o foco está voltado para a disputa do Parazão. Mas, as especulações giram em torno da vinda de um zagueiro, um lateral-direito, um meia de ligação e até mesmo dois atacantes.

A contratação do lateral parece ser a de maior urgência visto que o clube só conta com Bruno Oliveira para a função. Já a aquisição do meia seria em função de Leandro Lima até aqui não ter emplacado com a camisa do clube, como fez Eduardo Ramos, último “maestro” a passar pela Curuzu. Com a saída de Caion, que foi para o exterior, o elenco passou a contar com sete atletas, número inferior aos nove apontados como adequado pelo diretor de futebol, Felipe Albuquerque.


Caso chegue à fase final do Parazão, cujos jogos acontecerão nos dias 14 e 21 de abril, o Paysandu terá apenas uma semana até sua estreia na Série C do Brasileiro. Um tempo que não permitirá folga ao elenco entre uma competição e a outra e muito menos tempo para a direção do clube se demorar na escolha das contratações para a disputa nacional. Os bicolores estrearão no dia 28 de abril jogando fora de Belém, contra o Erechim-RS, na cidade homônima do interior do Rio Grande do Sul.

SEM ACORDO

Leandro Carvalho dá prejuízo de milhões

A decisão tomada pelo atacante Leandro Carvalho de não se transferir para o futebol da China fez com que o Paysandu, dono de 30% dos direitos do atleta, deixasse de receber quase R$ 5 milhões, dinheiro que seria muito bem vindo aos cofres bicolores, abalados com a queda do time, em 2018, para a Série C do Brasileiro. Com o retorno do atacante para o Ceará-CE, após passagem pelo Botafogo-RJ, que agora tem apenas 10% dos direitos do atleta, 40% a menos do que possuía, o Papão ainda recebeu R$ 600 mil. Em entrevista ao site do Vovô Alencarino, Leandro justificou sua não ida para o futebol do Oriente.”Não pensei no dinheiro. Graças a Deus o Ceará me paga um bom salário”, afirmou o atleta, que é cria do Paysandu.

A direção do Papão ainda tentou convencer o atacante a aceitar a bela proposta vinda do futebol chinês e que teria sido feita pelo Beijing BSU. Mas não houve acordo. Esta é a terceira passagem do jogador pelo Ceará, clube que ele já defendeu em 2017 e 2018, mas a primeira em que ele disputará o Estadual local. “Das vezes anteriores não tive essa oportunidade, mas agora vou poder jogar esse campeonato”, disse.

(Nildo Lima/Diário do Pará)

1 COMENTÁRIO

  1. Leandro Carvalho não aceitou ir pra china por que la não tem cachaça, e no ceara o que tem bastante é cachaça, não é a toa que o apelido dele lá é cachaceiro, rei da cachaça, pigunço.

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