Em processo de intensa reforma após o final do Parazão, o time do Remo foi praticamente desmontado já para a estreia da Série C e o entrosamento e velho padrão tático se perderam. Com os resultados pouco animadores até aqui, o técnico Josué Teixeira segue fazendo mudanças. E os últimos treinos sinalizam o retorno de alguns velhos conhecidos da torcida, com destaque para o meia Eduardo Ramos, que se reapresentou segunda-feira e já foi testado em dois mini coletivos no time titular.

Apesar de estar retornando de uma lesão e de longo período sem jogar, Eduardo foi testado pela primeira vez na atividade da tarde de quarta-feira, quando o time fez um mini coletivo e sinalizou a formação no 4-4-2. Ontem, a atividade de tarde mais uma vez contou com um mini coletivo na reta final, e Eduardo foi confirmado ao lado dos volantes Marcelo Labarthe e João Paulo e o meia Mikael.

Eduardo não é a única novidade. Recuperado de lesão, Léo Rosa reassumiu a lateral direita e Igor João ganhou a vaga ao lado de Henrique na zaga, no posto do lesionado Bruno Costa. Com a mudança, a defesa azulina passa a jogar com 3 dos 4 titulares durante o Parazão. Jaquinha, em recuperação, segue fora do time e Gérson completa o quarteto defensivo. A confirmação do time que deve jogar diante do Confiança, na próxima segunda-feira, deve ser na tarde de hoje, quando Josué Teixeira comanda treino coletivo contra o sub-20 azulino no Baenão.


Centroavante quer reencontrar as redes

A figura do centroavante, o homem de área cuja missão é basicamente mandar a bola para o fundo da rede, tem se tornado uma espécie em extinção no futebol brasileiro. No Remo, então, as opções estão se restringindo cada vez mais. Após a saída de Val Barreto e a não renovação de João Victor, restaram no elenco azulino dois jogadores com esse perfil – Nano Krieger, praticamente descartado pela direção, e o veterano Nino Guerreiro, 35 anos.

Autor de apenas um gol na competição, cobrando penalidade, Nino afirma que a falta de gols está incomodando um pouco. “Todo jogo nós pensamos em marcar, até porque os gols ajudam o Remo. Acho que precisamos melhorar algumas coisas. Temos que chegar com um pouco mais de força, chegar mais na intermediária do adversário para concluir em gols. Está incomodando o jejum, mas procuro não levar isso pra campo, porque senão atrapalha”, comenta.

O desencontro com as redes reflete o desencontro em campo, até aqui. Nino diz que esse sofrimento, no entanto, já era esperado. “O professor detectou alguns erros e estamos tentando ajustar. Mas pela forma como foi montado o elenco pra Série C, sabíamos que teríamos dificuldades com entrosamento até a quarta ou quinta rodada”, avalia.

Nino acredita que a entrada de Eduardo Ramos no time titular vem em boa hora para ajudar o time. “O Eduardo é um grande jogador. É um cara que sempre joga pra frente e chama a responsabilidade. Precisamos de um jogador como ele e esperamos que nos ajude, mas estamos atentos também que é o primeiro jogo dele. O mais importante é todos nos esforçarmos”, define o centroavante do Leão Azul

E mais…

Time-base: Vinícius; Léo Rosa, Henrique, Igor João e Gérson; Marcelo Labarthe, João Paulo, Eduardo Ramos e Mikael; Edgar e Nino Guerreiro.

4 COMENTÁRIOS

  1. o clube do remo não possui jogadas agudas, um esquema tático compactado, os laterais não conseguem chegar ao fundo com qualidade para cruzar. a bola muitas vezes não passa do primeiro pau.
    sinceramente e triste ver a sonolência em campo, o mais infantil e ver que a diretoria se faz de cega. não trouxe jogador de serie b, trouxe jogador de serie d. o clube do remo precisa de:
    1 zagueiro explosivo inteligente – 1 meia explosivo habilidoso que chute e bata faltas –
    2 laterais que cruzem perfeitamente – 1 volante habilidoso com saída de bola rápida só destruir jogadas não basta
    e o principal – o comando tem de ter um técnico de respeito moderno o – o tec. goiano e uma dica –

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