A morte de Luis Cláudio Ferreira Pinheiro, presidente da torcida organizada Remoçada, do Clube do Remo ocorrido na tarde desta sexta-feira (9) é apenas mais um triste capítulo envolvendo brigas e mortes por conta de torcidas organizadas.

Outros casos já ocorreram envolvendo membros de facções organizadas de Remo e Paysandu, que vez ou outra causam insegurança e medo aos torcedores, em dia de grandes jogos na capital paraense.

Em 2003, Rosivaldo Pinheiro Ferreira, conhecido como Vamp, que na época era presidente da Terror Bicolor foi assassinado, em Fortaleza (CE) enquanto estava em uma serigrafia. Na ocasião, o membro da torcida Cearamor, do Ceará-CE, José Roberto Pena também foi morto. O responsável pelo crime foi Jurandir Braga Nunes, membro de uma torcida organizada do Fortaleza-CE.


Quatro anos depois, Juvêncio Afonso de Melo, o Sansão, como era conhecido no meio da torcida Remoçada foi morto após a partida entre Remo X São Caetano-SP, pela Série B do Campeonato Brasileiro. As investigações na época apontaram para que os tiros foram disparados por membros da torcida rival.

Em 2015, Remo e Paysandu decidiram uma vaga para a final da Copa Verde e após o jogo,“Tuka”, como é conhecido foi espancado e morto por membros da Remoçada próximo ao Mangueirão. A morte causou grande comoção nas redes sociais e revolta na imprensa nacional, com destaque no programa Brasil Urgente, da Band.

O último caso foi em agosto de 2017, quando Patrick Rodrigues, presidente da torcida Remoçada foi morto após uma confusão na Avenida Visconde de Souza Franco, no centro de Belém. O torcedor foi socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Com a morte de Luis Cláudio, alguns torcedores estão temerários em ir ao clássico entre Remo X Paysandu, neste domingo (11), pelo Campeonato Paraense, por conta de brigas entre organizadas.

(Diego Beckman/DOL)

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