Com sete gols marcados e apenas dois sofridos em três vitórias seguidas do time, o técnico Marquinhos Santos afirmou, após o triunfo sobre o São Raimundo, que não pretende mudar a estratégia do Paysandu, cujo aproveitamento é de 100% no Parazão, para o Re-Pa de domingo (28), no Mangueirão. De acordo com o treinador, a ideia é manter diante do maior rival a mesma disposição ofensiva mostrada nas três partidas iniciais da competição. “A postura vai ser a mesma. Independente do adversário, onde quer que o Paysandu jogue, é uma só filosofia de jogo. O elenco foi montado com essas características”, avisou.

O fato de se tratar de um clássico, no qual, pelo menos teoricamente, as forças se equivalem, de acordo com Marquinhos, não deve ser motivo para mudança. “É o que pretendemos não por conta do Re-Pa ou do Campeonato Paraense”, salientou. O treinador observou ainda que está consciente da importância do clássico. “Sabemos da responsabilidade que temos, mas não vamos mudar a característica em função do primeiro clássico do ano”, comentou. O treinador ressaltou, ainda, que a temporada não se resume ao confronto com o principal rival.

“Vamos manter a convicção, vamos manter o desenvolvimento e o planejamento de trabalho, até pelo fato de que o ano não termina ganhando, empatando ou perdendo para o Remo”, anunciou. Ele prometeu colocar o Papão em campo para buscar a sua quarta vitória seguida no Estadual. “Vamos trabalhar intensamente e fazer um jogo ofensivo procurando vencer o próximo jogo, independente de se tratar de um clássico”, afirmou. A partida, conforme tem afirmado o treinador, marca o fim da pré-temporada de sua equipe.

Após o clássico, tendo mais duas competições para disputar – Copa do Brasil e Copa Verde, nas quais as estreias acontecem nos dias 1º e 8 de fevereiro, contra o Novo Hamburgo-RS e o Interporto, respectivamente -, o treinador espera já ter uma ideia mais exata da formação do time, que deve seguir tendo o rodízio de atletas até o final de semana.


PREPARAÇÃO

– Menos de 24 horas após ter batido o São Raimundo, o elenco do Papão se reapresentou, ontem pela manhã, na Curuzu, ao técnico Marquinhos Santos. O plantel foi dividido em dois grupos. Quem não enfrentou o Pantera trabalhou mais cedo, enquanto aqueles que estiveram em campo só se apresentaram no clube um pouco mais tarde para uma atividade diferenciada.

– A atividade para a primeira turma iniciou com um aquecimento em circuito funcional no vestiário, comandado pelo preparador físico Glydiston Ananias. Em seguida, o treinador alviceleste dirigiu um treinamento técnico em campo reduzido, por aproximadamente uma hora. Após este trabalho, alguns bicolores ainda realizaram atividades técnicas defensivas e finalizações com os auxiliares Aílton Costa e Edison Borges.

l Os titulares nos jogo de ontem, cuja apresentação ocorreu às 10h, realizaram avaliação para mensurar o desgaste físico, trabalho de ativação, alongamento no vestiário e crioterapia – recuperação muscular através de imersão no gelo. O meia Danilo Pires, que sentiu um desconforto na coxa direita na partida de anteontem, segue sob observação médica. No período da tarde houve mais uma sessão de treinamento, no mesmo local.

Técnico já sabe quem vai mandar a campo

O técnico Marquinhos Santos já tem montada na cabeça dele a equipe do Paysandu para encarar o maior rival, o Remo, no domingo (28), no primeiro Re-Pa da temporada. Só não revelando com quem pretende contar para o começo do clássico, o treinador informou, após a vitória sobre o São Raimundo, na última quarta-feira, que já tem uma ideia da composição bicolor para a partida. “A equipe na minha cabeça já está formada. Claro que tenho de aguardar 24 horas para que eu tenha a análise da parte física, clínica e fisiológica para que possa tomar as decisões”, declarou o técnico.

Será o primeiro Re-Pa do treinador, que em 2017, chegou à Curuzu no desenrolar da Série B do Brasileiro, portanto, sem chance de enfrentar o arqui-inimigo bicolor. Mesmo assim, o treinador admitiu conhecer bem a tradição do confronto que reúne Papão e Leão. “Não se trata apenas de um dos maiores clássicos da região, mas nacionais. São duas camisas de peso”, comentou. O treinador informou ter sido feliz na disputa de confrontos desse o começo da carreira.

“Deus tem me abençoado desde as divisões de base com o Atletiba, no Ba-Vi, Fortaleza e Ceará e Brasil e Argentina, no qual decidimos um sul-americano nas categorias de base”, enumerou. O treinador espera que o Re-Pa se transforme em uma grande festa, sem nenhum tipo de violência. “Que seja um clássico de paz, com o torcedor e os times fazendo o espetáculo”, argumentou Marquinhos.

(Nildo Lima/Diário do Pará)

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