Primeiro ano do Clube do Remo sob a administração de Fábio Bentes, em campo, foi similar ao visto na gestão passada, com o time sendo eliminado ainda na fase de grupos da Série C – embora, dessa vez, a classificação para o mata-mata tenha ficado mais perto. Muito disso é reflexo dos trabalhos “quebrados” que foram elaborados à margem dos gramados, com muitos profissionais contratados e que seguiram, apesar dos discursos distintos, caminhos iguais. À procura de um novo profissional para assumir o comando, a diretoria precisa mudar o critério e saber o que quer, para que o resultado, no fim de 2020, seja satisfatório – de preferência com um treinador do início ao fim.

Tanto em 2019 quanto em 2018, o Leão abocanhou somente um título – o Estadual. Contudo, fracassou nas Copas do Brasil e Verde, além de não ter conquistado o almejado acesso à Série B. E o alto número de treinadores chama a atenção. Enquanto que neste ano três professores passaram pelo Baenão, quatro fizeram o rodízio anteriormente. Em comum, nenhum conseguiu, de fato, fazer com que o time encantasse nas quatro linhas.

Na realidade, nesse período, a equipe manteve o estilo defensivo e de contra-ataque como prioridade. Quem apresentou algo diferente foi Netão, em 2018, e, em lampejos, Eudes Pedro, recém-demitido.

Conforme Fábio Bentes, a busca será em cima de um profissional que tenha características ofensivas e que busque o controle de jogo, algo similar ao que pregava Eudes Pedro que, de maneira diferente como foi pontuada pelo cartola, desejava extensão de trabalho.


“Era o meu desejo continuar e ajudar o Remo. Criei uma relação muito bonita, mas a gente sabe que no futebol muita coisa pesa”, disse Eudes, além de apontar o episódio delicado em que se envolveu como o fator determinante pelo seu desligamento. “Sem dúvida o vazamento do áudio me prejudicou, mas já é passado. O Remo é grande e não pode passar por isso. A gente espera, fica na torcida, para que (o clube) evolua. Que o trabalho que estávamos querendo, de base, não pare, porque esses jovens são o futuro do Remo”, acrescentou.

PARA ENTENDER

O rendimento dos técnicos remistasnas temporadas 2018/2019

– Ney da Matta: o saudoso ex-treinador azulino foi aposta para o início de planejamento em 2018. Mas, mesmo com um título da Terceirona nas costas, ele não durou muito tempo. Em apenas 10 jogos na função, venceu quatro partidas, perdeu outras quatro e empatou duas.

– Givanildo Oliveira: calejado no esporte, o técnico é vencedor e conhece bem o futebol paraense. Acontece que estilo do professor estagnou no tempo, assim, com poucas variações táticas, ele só conseguiu sucesso por um breve período, vencendo o Parazão. Em 14 jogos, venceu oito, perdeu cinco e empatou uma vez.

– Artur Oliveira: ídolo do clube e sensação à frente de times médios, fracassou nesta passagem pela equipe. Em quatro jogos, três derrotas e um empate.

– Netão: revelação e surpresa de 2018. Conseguiu dar liga ao time e evitar o rebaixamento. Em dois meses, venceu quatro jogos, empatou dois e perdeu apenas um. Tal rendimento o credenciou para iniciar neste ano, porém não aguentou alguns resultados e, pela baixa evolução, foi demitido após novos sete jogos, com quatro vitórias, duas derrotas e um empate.

– Márcio Fernandes: técnico mais longevo e de melhor aproveitamento no Nacional. Contudo, ele perdeu fôlego na reta final. A sua regularidade comprova: em 28 jogos, 10 vitórias, 13 empates e 5 derrotas.

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