Treinador, todo mundo sabe, vive de resultados, e quando ele não vem, seja dentro ou fora de casa, o fantasma do desemprego começa a assustar o profissional. Pois é com essa ameaça que o técnico Marquinhos Santos começa a conviver no Paysandu. Se a situação do técnico já não era das melhores no cargo, após a derrota, por 1 a 0, diante do América-MG, após ele ter tido 15 dias para ajustar a equipe, aumentou ainda mais a possibilidade de Santos ser substituído no comando do Papão. O jogo de sábado (16), contra o ABC-RN, na Curuzu, poderá ser o fiel da balança para a continuidade do técnico à frente do time.

Após a partida da última sexta-feira (8) – derrota por 1 a 0 para o América-MG –, Marquinhos teve uma demorada reunião com os dirigentes, o que suscitou a possibilidade do treinador estar deixando o clube, o que não ocorreu. “A postura foi de cobrança do presidente (Tony Couceiro), da diretoria, eles têm razão em cobrar, assim como cobrei dos jogadores para tirar o Paysandu o quanto antes dessa situação”, comentou.

Marquinhos admitiu que a atuação bicolor, principalmente na primeira etapa da partida ficou aquém do esperado. “A apresentação do primeiro tempo foi horrível, fora do que foi trabalhado. Tivemos que usar o intervalo para chacoalhar o grupo e fazer as correções para que entrássemos na partida”, disse. “No segundo tempo fomos mais ofensivos, mas sem qualidade para definir em gol”, prosseguiu o técnico.


JUSTIFICATIVAS

“Jogamos contra dois postulantes ao título (Internacional e América Mineiro)”, apontou. Em seguida, Marquinhos observou que o adversário contou com os mesmos 15 dias de trabalho, durante a paralisação do campeonato, para ajustar sua equipe. “O América-MG teve o mesmo tempo de trabalho que a gente, fez a diferença, um gol desviado na zaga, uma bola na trave. Nós tivemos uma cabeçada do Anselmo e nada mais”, analisou, referindo-se aos primeiros 45 minutos da partida.

Cobrança e reação, palavras de ordem na Curuzu

Com a “batata assando”, como se diz, o técnico Marquinhos Santos cobra de seus jogadores uma reação o quanto antes para que o Paysandu possa superar o momento difícil em que se encontra na Série B. Mesmo sendo batido pelo América, em pleno Mangueirão, em sua quinta derrota em casa, o Papão, beneficiado pela vitória do Criciúma-SC sobre o Luverdense-MT, no sábado (9), permanece na 14ª colocação, mas a apenas dois pontos da zona de rebaixamento.
“Tem que reagir agora, a partir do sábado que vem. Temos que ser realistas e trabalhar a nossa competição, que não é contra o Inter, o América. Os nossos adversários são o ABC, Luverdense, Figueirense, Goiás… São essas equipes que estamos mirando”, afirmou Marquinhos, referindo-se a adversários que estão no Z4 ou próximos do “grupo da morte” e contra as quais o Papão tem a obrigação de vencer, principalmente jogando em casa.
Hoje pela manhã, o elenco dá início aos preparativos para encarar o ABC. Na oportunidade, haverá uma sessão regenerativa para os atletas que enfrentaram o Coelho, com os demais jogadores participando de atividade mais puxada.

(Nildo Lima/Diário do Pará)

1 COMENTÁRIO

  1. O maior, senão o único, culpado pela má campanha do Paysandu, é este técnico de araque.
    Como pode, uma equipe jogando em casa, ficar atrás, esperando o adversário para poder contra atacar.
    Esta postura, inclusive contra times de menor expressão e mal colocados na tabela, é digna de um técnico COVARDE, que não tem coragem de escalar um time ofensivo e jogar em cima dos adversários, logo desde o início da partida. Mas não, escala um time puramente defensivo, inicia o jogo todo recuado, até que o adversário, vendo que não estão sendo ameaçados, resolve ir para cima e todas as vezes consegue um gol.
    Assim foi com Goiás, Luverdense, Figueirense, (todos times na zona de rebaixamento e que não mereciam tanto respeito assim). Então, ele muda a equipe, coloca atacantes e põe o time pra frente. Aí, a vaca já foi pro brejo, pois o time, completamente desmotivado psicologicamente, assim como aa torcida, passa a jogar na base do “vai de qualquer jeito”. O que se vê é que na maioria das vezes não conseguem empatar.
    Esta postura deste técnico de ARAQUE COVARDE, está fazendo com que atacantes como Bérgson, Magno, e outros, que não são ruins, mas de categoria até aceitável, percam completamente o ritmo de jogo em face da falta de atitude para atacar, imposta por este técnico. Ele destruiu moralmente, psicologicamente e tecnicamente a equipe do Paysandu, que não tem um padrão de jogo definido. Mas os dirigentes do Paysandu não conseguem enxergar este mal. Nem a imprensa esportiva traça nenhum comentário a este respeito. É muita falta de visão.

    Gilberto Silva

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