O que tinha tudo para ser solução no Clube do Remo, agora, passou a ser mais um problema. Após inúmeras tentativas de negociações com o presidente Manoel Ribeiro, a comissão que pretendia assumir as funções administrativas da instituição, como diretores, e que tinha como líderes o deputado Milton Campos e o advogado Miléo Júnior, desistiu de desempenhar tal posição na agremiação centenária. Entre os motivos que levou o colegiado a se retirar de cena, está desgaste contínuo na relação com o cartola azulino que diverge da proposta do grupo em ter certa autonomia para trabalhar.

Mesmo com o organograma do grupo montado, Manoel Ribeiro, por vontade própria, nomeou outros representantes para assumir a direção do setor de marketing e do programa sócio-torcedor Nação Azul. Os dois setores haviam sido previamente requeridos pelo colegiado para administração conjunta ao futebol.

“Chega um momento em que não dá mais para aguentar. Fica parecendo que a comissão está enrolando, mas não é assim. O planejamento está pronto. Mas nem bem o Milton Campos viaja e ele (Manoel) nomeia diretor pro Nação Azul. Nada contra o profissional, mas estávamos a um mês expondo o planejamento para trabalharmos em conjunto com essas áreas. Por ser uma pessoa intempestiva, não sei se ele age dessa maneira por burrice ou por ignorância”, criticou uma fonte de dentro do Leão que prefere não se identificar. Com isso, o Mais Querido retorna à estaca zero, sem outro projeto diretor para guiá-lo.

OUTRO LADO


De acordo com o presidente Manoel Ribeiro, a situação aparente vivida na direção azulina está tomando uma proporção diferente da realidade. “Na realidade eu aceitei as propostas. Quero que eles tomem conta do futebol. No final das contas o culpado serei eu, mesmo fazendo o possível para ajudar o nosso clube”, frisou o cartola.

ENTENDA O CASO

– Após a eliminação do Remo na Série C, diretores de futebol do clube entregaram seus cargos e outros abnegados foram chamados para a função. Liderado por Milton Campos e Miléo Júnior, o novo grupo pediu autonomia para gerir o futebol e departamentos como o de marketing e o Nação Azul, o que não foi atendido pela presidência, gerando a desistência do grupo.

– Embora nada tivesse sido concretizado, todas as decisões internas do clube seriam tomadas entre a presidência e a comissão. No entanto, o presidente Manoel Ribeiro nomeou alguns diretores, como o de estádio, Marcos Antônio Cardoso Lobato; de segurança, ten. cel. Cavalcante; e o do setor de marketing e Nação Azul, assumido conjuntamente por Glauber Pontes. Até o momento, não está previsto nenhuma reunião ou encontro entre as partes para resolver a situação.

Miléo Júnior, advogado, é um dos abnegados azulinos que está no grupo que, ao menos por ora, desistiu de ajudar a presidência do Remo

Abrindo mão de assumir as funções administrativas no Clube do Remo, o colegiado de abnegados deixa claro que não quer atuar na gestão do Leão somente para ocupar cargos. Como havia sido explicado pelo deputado Milton Campos, o objetivo do grupo era “fazer diferente e não repetir os erros passados”.

Sendo assim, a necessidade da uniformidade entre os setores, era uma das exigências da comissão, até para que haja um controle uniforme. Mas, como a disponibilização da gerência dessas áreas dificilmente será repassada pelo presidente Manoel Ribeiro, o grupo não concorda.

No entanto, caso o cartola reveja suas decisões e concorde com as indicações, existe a possibilidade de retomada. “Não estamos fazendo joguinho. Desde o início nos posicionamos dessa maneira. Se o presidente mudar de opinião, e aceitar as condições, aí as coisas mudam e podemos assumir. O que nos move é o sentimento de amor ao clube”, informou fonte ligada ao grupo.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)

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