Enquanto não se reencontram numa competição nacional, a rivalidade entre Paysandu e Remo tem que ser alimentada pelo Campeonato Estadual e, esporadicamente, com a Copa Verde. Será assim no terceiro dos quatro clássicos que os rivais farão esse ano. Durante os 90 minutos a atenção os torcedores será total ao jogo, mas antes e depois o Re-Pa é jogado nas brincadeiras entre os torcedores. Nas redes sociais, encarnação é o que não falta. Hoje à noite, quando o árbitro apitar o fim do primeiro jogo decisivo, o verdadeiro terceiro tempo do Re-Pa vai começar com força.

No Facebook e no Twitter, os perfis de torcedores levaram para o plano virtual a discussão de quem tem melhor time, mais torcida, uniformes mais bonitos até a quem cospe mais longe. O mais famoso deles dentro do Estado é o que atira para todos os lados, o Futebol Zueiro. Com mais de 100 mil seguidores, ao mesmo tempo em que o perfil defende o futebol local diante de adversários de fora, não tem medo de perder a amizade com o não desperdício da piada. Papão e Leão são os alvos preferidos.


Pelo lado do Paysandu, o perfil mais acessado é o Bart Bicolor, que teve que fazer um segundo perfil para atender a demanda. O principal conta com pouco mais de 62 mil seguidores. É lá que a Fiel vai em peso para comemorar as vitórias e, principalmente, as derrotas do maior rival. “O pessoal consegue fazer as piadas no momento certo. Algumas pegam pesado, mas algumas são boas”, afirma o autônomo Erick Santos, torcedor do time bicolor.

No flanco azulino quem dá as cartas é o Encarna Leão (com 74.384 seguidores), um pouco mais noticioso que o rival, compartilhando o noticiário do Remo, mas ainda assim voltado às brincadeiras para tentar diminuir o vizinho. “Não é a minha página preferida (Encarna Leão), mas a página repassa informações ou notícias do clube. É uma página menos ‘agressiva’, vejo mais como uma zoação pra torcida”, comenta o publicitário Manuel Malvar, torcedor do Remo.

Tanto o caso do Bart como o do correlato azulino, ninguém se furta a muitas vezes usar uma linguagem ainda própria aos estádios, mas que a cada dia que passa ganha campanhas – merecidamente – contrárias. Chama atenção o ato de feminizar o adversário quando se tenta diminuir o adversário, ou então piadas sobre a sexualidade, como se isso fosse diminuir o outro. Zoação, ok; preconceito, jamais.

(Tylon Maués/Diário do Pará)

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